CIDADES
Foragido apontado como sucessor de chefe do crime organizado é preso em Getúlio Vargas
   
Marcos da Silva Oliveira, 36 anos, estava foragido desde fevereiro

Por Rádio Sideral
13/07/2026 12h28

Marcos da Silva Oliveira, de 36 anos, foi preso na noite de sexta-feira (10) em Getúlio Vargas. Ele é apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma facção criminosa com atuação em Porto Alegre e na Região Metropolitana.

Conhecido pelos apelidos de "Marquinhos" e "Mãe", o suspeito foi capturado na ERS-135 em cumprimento a um mandado de prisão preventiva por homicídio ocorrido em 2016, em Porto Alegre, e por receptação. Ele estava foragido desde fevereiro deste ano.

A operação foi coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) e contou com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Brigada Militar e de policiais da 11ª Região Policial.

De acordo com o delegado Joel Wagner, do Denarc, Marquinhos ocupava posição de destaque na estrutura do grupo criminoso, coordenando a logística de distribuição de drogas e armas, além da movimentação financeira da organização.

O suspeito se deslocava do Paraná para o Rio Grande do Sul quando foi localizado. Ele estava em uma Mercedes-Benz GLC 300 no momento da abordagem. Segundo o Denarc, ele teria alterado a rota original e evitado postos de fiscalização da PRF na tentativa de escapar. A mudança no trajeto levou ao cerco policial, que resultou na interceptação do veículo em Getúlio Vargas.

Marquinhos possui antecedentes por tráfico de drogas, homicídio e porte ilegal de arma de fogo, e é também investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. Ele foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

As investigações apontam possíveis ligações de Marquinhos com integrantes do PCC e do Comando Vermelho na região de fronteira com o Paraguai. Essa suspeita ainda é alvo de apuração pelas forças de segurança.

A Polícia Civil afirma que o investigado ganhou maior relevância dentro do grupo criminoso após a morte de Jackson Peixoto Rodrigues, o "Nego Jackson", ocorrida em novembro de 2024 na Penitenciária Estadual de Canoas. Ele teria assumido a coordenação da logística de armas e drogas e da parte financeira da facção anteriormente comandada por Nego Jackson.


   

  

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