CIDADES
RS perde 158 mil eleitores em dois anos, aponta levantamento do TSE
   
TRE-RS confirmou que dados oficiais serão divulgados em 20 de julho

Por Rádio Sideral
13/07/2026 12h25

Dados preliminares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam redução no eleitorado do Rio Grande do Sul. Até junho de 2026, havia 8.526.505 eleitores aptos a votar no Estado (uma queda de 1,82% em relação ao mesmo período de 2024, o que representa 158.176 votantes a menos).

De acordo com o levantamento, as informações foram coletadas até junho deste ano. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) informou que o TSE divulgará os dados oficiais sobre o eleitorado no dia 20 de julho.

Em comparação com o mesmo período de 2022, ano das eleições gerais, o Estado também apresentou redução, porém menor: queda de 0,77%, o que corresponde a 66.964 eleitores aptos a menos.

Do total de 8.526.505 eleitores, 7.411.073 possuem cadastro biométrico, atingindo a marca de 86,92%. A distribuição por gênero em 2026 é de 4.509.402 mulheres e 4.017.103 homens. Comparado a junho de 2024, quando havia 4.562.801 mulheres e 4.121.880 homens, a redução feminina foi de 1,17%, enquanto o recuo entre homens foi maior: 2,54%.

Entre os eleitores menores de 18 anos, contabilizam-se 72.842 aptos a votar. Acima de 70 anos, o total é 1.207.808, equivalendo a 14,17% do eleitorado total.

Envelhecimento e migração

Fábio Hoffmann, doutorando em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), aponta dois fatores principais para explicar a queda do eleitorado gaúcho: o envelhecimento da população e a migração de jovens para outros Estados. Segundo Hoffmann, os dados do último Censo do IBGE mostram o Rio Grande do Sul com uma das menores taxas de natalidade do país, e há um fenômeno crescente de gaúchos, especialmente jovens, se deslocando para outros estados.

"Se as pessoas vão envelhecendo e morrendo e, em menor medida, nascem menos crianças, é normal que esse prognóstico seja claro", afirma Hoffmann. Ele acrescenta que esses fatores impactam diretamente a competição eleitoral. Porto Alegre, por exemplo, perdeu uma vaga na Câmara de Vereadores em decorrência da diminuição de sua população, o que amplia a competição entre candidatos e diminui a representatividade de comunidades.

Hoffmann salienta que, quando a população votante envelhece, as estratégias de campanha se reformulam. "Isso pode ir desde a elaboração e ampliação de plataformas com políticas públicas voltadas para pessoas mais velhas, até mesmo a reformulação ideológica de partidos e candidatos, uma vez que pessoas jovens e velhas geralmente se posicionam diferentemente na escala ideológica", explica.

Nacionalmente, o eleitorado também apresentou redução. Até junho de 2026, o Brasil contabilizava 158.765.543 pessoas aptas a votar, sendo 141.321.545 com biometria, correspondendo a 89,01%. Em relação a junho de 2024, houve queda de 0,07% (122.377 eleitores aptos a menos). No entanto, o número de pessoas com cadastramento biométrico aumentou 7,56% (9.936.377 a mais).

Em comparação com o mesmo período de 2022, o Brasil registrou crescimento: aumento de 1,47% no número de eleitores aptos (2.302.426 pessoas a mais). O total de pessoas com biometria também cresceu nesse período, com aumento de 19,61% (23.179.312 a mais).


   

  

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