GERAL
Nós somos as nossas escolhas
   

Por Cristiane Grumann, psicóloga
11/04/2026 08h00

Cada escolha que fazemos na vida é um ato que se inscreve no nosso futuro. O destino não está somente no acaso; ele se constrói em cada decisão que tomamos, desde as mais simples até as mais complexas e importantes. Ter consciência das nossas escolhas faz muita diferença quanto ao tamanho da nossa responsabilidade diante da vida; é reconhecer que somos participantes ativos da nossa própria história.

Se formos analisar como a vida se constrói, podemos perceber que o nosso caminho é desenhado a partir das pequenas escolhas diárias. Pensamentos e atitudes do nosso dia a dia são sementes lançadas no terreno preparado pelas nossas experiências e por tudo o que aprendemos até então. Para que possamos fazer boas escolhas, antes de tudo, precisamos nos apropriar da nossa história, compreender que tipo de influência recebemos ao longo da vida e quais referências nos foram passadas como base na construção da nossa identidade e da nossa inteligência, principalmente a emocional. Quando somos capazes de analisar o nosso nível de consciência sobre quem somos e o que nos move, é provável que nossas escolhas estejam em sintonia com aquilo que nos faz bem, com algo construtivo e saudável.

Vivemos hoje em um mundo imediatista, onde o princípio do prazer, da vaidade e do que é efêmero ocupa um espaço cada vez maior. Vive-se no automático, na superficialidade e na falta de atenção; ou seja, estamos perdendo a capacidade de esperar, de observar, de pensar e de nos conectar verdadeiramente nas relações com as pessoas e com o mundo. Infelizmente, a realidade é que não estamos escolhendo, estamos sendo escolhidos, engolidos por uma visão de mundo adoecida, na qual nos convencem do que devemos querer, sem que tenhamos bom senso ou senso crítico para perceber que não estamos construindo nossa própria visão de mundo com autenticidade e coerência. O senso coletivo, o pensamento em massa, roubou nossa autonomia e nossa identidade. Estamos escolhendo repetir ou desejar aquilo que talvez nem fizesse sentido para a nossa vida se consultássemos os lugares mais nobres da nossa consciência.

Fazer boas escolhas na vida exige, antes de tudo, autoconhecimento, ou seja, entender nossos valores, limites e objetivos. É essencial que aprendamos a refletir antes de agir e, assim, evitar decisões impulsivas, sempre em busca de clareza sobre as consequências de cada passo que damos. Procurar estar sempre informado e aprender com as experiências, próprias e dos outros, fortalece nosso discernimento. Saber reconhecer quando precisamos de ajuda e ouvir conselhos de pessoas de confiança também pode ampliar nossa visão sobre cada situação vivida. Por fim, assumir responsabilidade pelas escolhas feitas é essencial para crescer e evoluir continuamente.


   

  

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