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Banco Central dos Estados Unidos aumenta a taxa de juros do país pela primeira vez em três anos
   
A decisão veio em linha com as expectativas do mercado

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17/09/2026 07h08

O Fed (Federal Reserve) elevou os juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual nessa quarta-feira (16), levando a taxa básica para a faixa entre 3,75% e 4%. O aumento foi aprovado por unanimidade pelo Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) e representa o primeiro movimento de alta dos juros promovido pela autoridade monetária em três anos.

A decisão veio em linha com as expectativas do mercado. O comunicado do Fed destacou que a atividade econômica dos Estados Unidos segue em expansão, enquanto a inflação permanece elevada. Segundo a autoridade monetária, a medida busca contribuir para o retorno da inflação à meta de 2%.

Após a decisão, os investidores passaram a acompanhar a entrevista coletiva do presidente do Fed, Kevin Warsh, prevista para as 15h30 (horário de Brasília). A sinalização sobre os próximos passos da política monetária deverá ser observada pelo mercado, especialmente diante da persistência das pressões inflacionárias e das incertezas relacionadas ao cenário internacional.

A alta dos juros ocorre em um ambiente de pressão sobre os preços e de aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O rendimento do Treasury de 10 anos chegou a 5% na terça-feira (15), segundo os dados mais recentes divulgados pelo próprio Fed. Na mesma data, os títulos de 2 anos eram negociados com rendimento de 4,67%.

Os rendimentos dos Treasuries avançaram ao longo do ano em meio à reprecificação dos títulos no mercado global. A elevação das taxas desses papéis aumenta os custos de financiamento para consumidores e empresas e também influencia as despesas do governo norte-americano com sua dívida.

Na véspera da decisão, as apostas de mercado já apontavam para uma alta de 0,25 ponto percentual. A expectativa ganhou força nas semanas anteriores, à medida que os indicadores de inflação permaneceram acima do nível considerado compatível com a meta do Fed.

Entre os principais indicadores acompanhados pela autoridade monetária está o PCE, índice de preços relacionado aos gastos de consumo pessoal e uma das principais referências para a condução da política monetária americana. O indicador permanece acima da meta de 2%, mantendo a inflação como um dos principais fatores considerados nas decisões sobre os juros.

Os dados recentes de preços também mostraram pressão. O CPI, índice de preços ao consumidor, avançou em agosto, enquanto o núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, também registrou alta. O PPI, índice de preços ao produtor, igualmente apresentou aumento no período.

A decisão dessa quarta ocorre em meio a incertezas adicionais provocadas pelo cenário geopolítico e seus possíveis efeitos sobre os preços de energia. No comunicado, o Fed afirmou que a incerteza permanece elevada, citando, entre outros fatores, os acontecimentos geopolíticos.


   

  

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