CIDADES
Chuvas recorrentes favorecem lavouras de soja no RS
   
Informativo da Emater RS-Ascar aponta bom desenvolvimento das lavouras e impactos pontuais do excesso de precipitações em diversas culturas

Por Assessoria de imprensa
05/01/2026 06h48

A semeadura da soja no Rio Grande do Sul alcançou 93% da área projetada para a Safra 2025/2026, estimada em 6.742.236 hectares, com produtividade média prevista de 3.180 kg/ha. Os dados constam no Informativo Conjuntural divulgado na terça-feira (30/12) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o levantamento, houve uma desaceleração significativa do plantio da soja em razão da recorrência de precipitações volumosas e dos curtos intervalos de tempo seco, que impediram a redução adequada da umidade do solo para a operação das semeadoras. Atualmente, 93% das lavouras estão em fase vegetativa, enquanto 7% das áreas mais precoces iniciam o florescimento. As áreas implantadas no início do período apresentam elevado vigor vegetativo, favorecidas pela boa disponibilidade hídrica, temperaturas elevadas e radiação solar satisfatória.

As melhores condições são observadas em lavouras conduzidas em solos bem estruturados, com maior teor de matéria orgânica e adequada cobertura vegetal. Em contrapartida, áreas com solos mais compactados ou com menor cobertura registram erosão laminar, falhas de estande e, pontualmente, necessidade de replantio, especialmente após chuvas intensas sucedendo períodos de déficit hídrico. No Noroeste do Estado, os volumes de chuva acima da média histórica em dezembro causaram danos à infraestrutura rural, estradas vicinais e alagamentos pontuais em áreas ribeirinhas e de relevo mais baixo.

Na cultura do milho, as condições climáticas recentes favoreceram a recuperação das lavouras após a restrição hídrica observada em novembro. A semeadura atinge 92% da área planejada, de 785.030 hectares, com desenvolvimento considerado satisfatório na maior parte do Estado. Predomina a fase reprodutiva, especialmente o enchimento de grãos, e a situação fitossanitária segue sob controle, apesar de registros pontuais de cigarrinha-do-milho e lagartas.

Para o milho destinado à silagem, a recuperação também é positiva na maioria das regiões, impulsionada pelas chuvas regulares. A área estimada é de 366.067 hectares, com produtividade projetada de 38.338 kg/ha, embora na Fronteira Noroeste o corte esteja temporariamente paralisado devido ao excesso de umidade.

Já a semeadura do arroz alcançou 97% da área prevista de 920.081 hectares, conforme dados do Irga. As lavouras encontram-se majoritariamente em desenvolvimento vegetativo, com início de floração nas áreas mais precoces. Apesar das dificuldades operacionais impostas pelas chuvas intensas, o estabelecimento das lavouras é considerado adequado, e a recuperação dos mananciais ampliou a segurança hídrica para o ciclo da cultura.

No feijão 1ª safra, cultivado em 26.096 hectares, as chuvas recentes contribuíram para a recuperação das lavouras afetadas pelo déficit hídrico no fim de novembro. A produtividade média estadual segue estimada em 1.779 kg/ha, sem registro, até o momento, de impactos expressivos decorrentes das condições climáticas.


   

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