CIDADES
Pastagens cultivadas apresentam recuperação gradual no Rio Grande do Sul, aponta Emater
   
Tempo firme favoreceu o desenvolvimento das forrageiras, mas excesso de chuvas ainda compromete áreas de campo nativo, pecuária e parte das lavouras de inverno

Por Adriane Bertoglio Rodrigues
27/07/2026 09h58

O desenvolvimento das pastagens cultivadas de inverno no Rio Grande do Sul tem apresentado melhora gradual, impulsionado pelo predomínio de tempo firme e pelo aumento da radiação solar em períodos anteriores. No entanto, o excesso de chuvas registrado nos últimos dias voltou a provocar encharcamento dos solos em diversas regiões, reduzindo o ritmo de crescimento das forrageiras e dificultando o manejo das propriedades. As informações constam no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (23).

Nos campos nativos, as chuvas, as geadas e a baixa luminosidade reduziram a disponibilidade e o valor nutritivo das pastagens. Em regiões como Pelotas, a menor oferta de forragem já compromete a capacidade de suporte das áreas destinadas ao pastejo.

Na bovinocultura de corte, os rebanhos mantidos em pastagens cultivadas apresentaram melhora no ganho de peso e na condição corporal. Já os animais criados em campo nativo continuam enfrentando restrições nutricionais, exigindo maior suplementação alimentar. A bovinocultura de leite também mantém produção estável na maior parte do Estado, embora o excesso de umidade tenha favorecido problemas como mastite, doenças de casco e dificuldades na coleta de leite em alguns municípios.

Em relação à safra de inverno, a canola apresenta bom desenvolvimento, com a maior parte das áreas em fase vegetativa ou de floração, apesar da preocupação com os altos volumes de chuva previstos. O trigo alcançou 97% da área prevista para plantio no Estado, beneficiado pelo período de maior radiação solar, mas os produtores seguem atentos aos impactos das chuvas e dos ventos sobre a cultura.

As lavouras de carinata, aveia-branca e cevada também apresentam desenvolvimento considerado satisfatório na maior parte das regiões, embora o excesso de umidade tenha provocado atrasos na semeadura, dificuldades no manejo e aumentado a necessidade de monitoramento fitossanitário.

No setor de olericultura e fruticultura, as condições climáticas variaram entre as regiões. Enquanto o excesso de chuva dificultou o preparo do solo e o transplante de mudas em algumas localidades, temperaturas mais elevadas favoreceram o desenvolvimento de hortaliças em outras. Na fruticultura, a colheita de citros avança, enquanto geadas provocaram perdas em parte da produção de bergamotas na região de Ijuí.

Segundo a Emater/RS-Ascar, apesar da recuperação gradual das pastagens cultivadas e do bom desenvolvimento da maior parte das culturas de inverno, as condições climáticas continuam sendo o principal fator de atenção para produtores gaúchos nas próximas semanas.


   

  

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