CIDADES
Transplantes avançam no RS e história de superação reforça importância da doação de órgãos
   
Estado registra maior número de transplantes dos últimos quatro anos e evidencia como a doação transforma vidas, como no caso do gerente Fernando Lazzari

Por Jornal Tribuna
02/04/2026 10h29

O Rio Grande do Sul registrou um avanço significativo na área da saúde em 2025, com aumento de 8% no número de transplantes de órgãos e tecidos. Ao todo, foram realizados 2.446 procedimentos — o maior volume dos últimos quatro anos — reforçando o impacto direto da doação de órgãos na preservação e transformação de vidas.

De acordo com a Central de Transplantes da Secretaria Estadual da Saúde (SES), o balanço revela não apenas crescimento, mas também a diversidade de procedimentos realizados. Foram 582 transplantes de rim, 129 de fígado, 32 de coração, 35 de pulmão e 1.024 de córnea. Também foram contabilizados transplantes de osso (235), pele (32), medula óssea (282) e esclera (95), totalizando 1.668 tecidos e 778 órgãos sólidos transplantados com sucesso.

O desempenho coloca o Estado entre os destaques nacionais, ocupando o terceiro lugar no ranking de transplantes renais, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Além disso, os dados mostram a estrutura e a mobilização envolvidas: foram 840 notificações de possíveis doadores, resultando em 717 doadores elegíveis e 276 doadores efetivos.

Para especialistas, o crescimento está diretamente ligado ao avanço da conscientização da população. Campanhas promovidas pelo Governo do Estado, por meio da SES e da Central de Transplantes, têm contribuído para ampliar o entendimento sobre a importância da doação — um gesto que pode salvar múltiplas vidas.

Ainda assim, o desafio permanece. A decisão final sobre a doação é da família, o que reforça a necessidade de diálogo prévio. “Mesmo com esse avanço significativo, ainda é fundamental que as famílias se conscientizem sobre a importância da doação, pois esse gesto solidário possibilita salvar vidas e proporcionar uma melhor qualidade de vida a muitas pessoas”, destaca o coordenador adjunto da Central de Transplantes, James Cassiano.

Um caso que simboliza esperança e recomeço

Por trás dos números, estão histórias reais que traduzem o impacto dos transplantes. Uma delas é a do gerente geral do Banrisul de Getúlio Vargas, Fernando Lazzari, que retomou suas atividades no dia 1º de abril, após enfrentar uma longa jornada de saúde.

Acompanhado desde 2009, quando uma crise de cálculo renal levou à descoberta de uma doença progressiva, Fernando conviveu por anos com a perda gradual da função dos rins. Mesmo diante das dificuldades, manteve sua rotina profissional até o momento em que o transplante se tornou necessário.

O procedimento, realizado em 19 de janeiro de 2026 no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, marcou um novo capítulo em sua vida. Mais do que uma intervenção médica, o transplante representou a concretização de uma espera, sustentada por esperança, confiança na equipe de saúde e pela generosidade de um doador.

Seu retorno ao trabalho simboliza não apenas a continuidade de sua trajetória profissional, mas principalmente uma vitória pessoal. A recuperação reforça o quanto o acesso ao transplante pode devolver qualidade de vida e novas perspectivas a pacientes que enfrentam doenças graves.

A história de Fernando se soma a milhares de outras que ajudam a traduzir, na prática, o significado dos números registrados no Estado: cada transplante realizado é uma nova chance, um recomeço possível graças à solidariedade.

Nesta fase inicial de recuperação, ele ainda segue com cuidados específicos, como o uso de máscara, devido à necessidade de controle da imunidade — um detalhe que faz parte do processo, mas que não diminui a dimensão da conquista alcançada.


   

  

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