CIDADES
Rio Grande do Sul deve registrar 3,7 mil novos casos de câncer colorretal por ano até 2018
   
Avanço da doença ressalta a importância da prevenção e atenção a sintomas

Por Marcello Campos
05/11/2026 08h18

Até 2028, o Rio Grande do Sul deve registrar 3,7 mil novos casos de câncer colorretal por ano, sendo 1,8 mil entre homens e 1,9 mil entre mulheres. O número representa 7% dos quase 54 mil diagnósticos projetados no Brasil pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) durante o período.

O avanço da doença – que atinge o cólon e o reto, dois órgãos fundamentais do sistema digestivo – preocupa especialistas e autoridades. Também ressalta, mais uma vez, a importância da prevenção e do acesso a exames de rastreamento.

Para o cirurgião oncológico Giovanni Luigi Ariza Calvario, com atuação em instituições gaúchas de referência internacional como a Santa Casa de Porto Alegre e o Hospital Moinhos de Vento, manciona dois aspectos decisivos no combate à doença:

“A prevenção passa pelo acesso à informação e pela compreensão dos cuidados indicados em cada etapa da vida. Conhecer os antecedentes de saúde da família e reconhecer sinais que merecem atenção são atitudes importantes para buscar assistência no momento adequado”.

Ocorrência entre jovens

Embora a maioria dos casos de câncer colorretal ainda seja diagnosticada em indivíduos com idade a partir de 50 anos, a incidência da doença entre adultos mais jovens vem aumentando. Um estudo publicado na revista britânica “The Lancet Oncology” identificou o crescimento dos casos de início precoce, na faixa etária de 25 a 49 anos, em 27 dos 50 países abrangidos pela pesquisa.

Esse aumento pode estar relacionado a uma combinação de fatores, incluindo alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade, consumo frequente de carne vermelha ou processada, tabagismo e ingestão excessiva de álcool. A predisposição familiar também pode ser determinante.

“Além da adoção de práticas saudáveis, é preciso conhecer o próprio funcionamento da flora intestinal e ficar atento a questões como diarreia prolongada, presença de sangue nas fezes e outras alterações, tais como o afinamento do formato do bolo fecal”, conclui Giovanni. “Cerca de 90% desses tumores surgem a partir de pólipos, em um processo de transformação que pode levar anos”.

No cenário nacional, o câncer colorretal aparece na segunda posição do ranking de modalidades mais incidentes tanto entre mulheres quanto em homens. O câncer de mama lidera entre elas, com 78,6 mil casos estimados por ano, ao passo que o de próstata é o mais incidente entre eles, com 77,9 mil. Já o colorretal deve registrar cerca de 27,5 mil casos entre as mulheres e 26,3 mil entre os homens.


   

  

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