CIDADES
Tecnologia amplia possibilidades no tratamento da onicomicose
   
Podóloga Thaís Kerber, de Getúlio Vargas, destaca que casos de micose nas unhas são frequentes no dia a dia do consultório e explica como novas tecnologias podem contribuir para tratamentos mais direcionados

Por Jornal Tribuna
30/10/2026 09h39

A onicomicose, popularmente conhecida como micose de unha, é um problema frequente e que pode exigir persistência no tratamento. Muitas pessoas convivem por longos períodos com alterações nas unhas e, diante da demora na melhora, acabam interrompendo os cuidados ou buscando soluções caseiras.

Nos últimos anos, porém, os avanços na podologia e o desenvolvimento de novas tecnologias ampliaram as possibilidades de abordagem da onicomicose. Recursos como laser, terapia fotodinâmica e protocolos combinados passaram a atuar como aliados no acompanhamento dos pacientes.

Em Getúlio Vargas, a podóloga Thaís Kerber acompanha essa realidade diariamente no consultório. Segundo a profissional, é comum receber pacientes que convivem há bastante tempo com alterações nas unhas e que já tentaram diferentes alternativas antes de procurar atendimento especializado.

Para Thaís, a tecnologia tem contribuído para tornar os protocolos mais completos e direcionados. Além dos recursos disponíveis em consultório, a avaliação individual é fundamental para entender cada caso e definir a melhor estratégia de cuidado.

Por que a micose pode ser difícil de tratar?

Um dos desafios da onicomicose está na própria estrutura da unha. Os micro-organismos podem atingir regiões protegidas pela lâmina ungueal, dificultando a ação de determinados produtos de uso tópico.

Além da questão estética, alterações causadas pela onicomicose merecem atenção, principalmente em pessoas com condições que aumentam o risco de complicações nos pés, como o diabetes.

Tecnologia como aliada

Entre os recursos utilizados na podologia avançada está a terapia fotodinâmica, técnica que associa uma substância fotossensibilizadora a uma fonte específica de luz para atuar sobre micro-organismos presentes na região tratada.

Outro avanço está nos protocolos combinados. Dependendo da avaliação e do diagnóstico, diferentes estratégias podem ser associadas, incluindo cuidados podológicos, tratamentos tópicos, tecnologias aplicadas em consultório e, quando houver indicação médica, medicamentos por via oral.

Thaís Kerber destaca que esses recursos não substituem a avaliação profissional. Pelo contrário: a tecnologia apresenta melhores possibilidades quando integra um protocolo adequado às características e necessidades de cada paciente.

Cuidado com os atalhos

Na tentativa de resolver rapidamente o problema, algumas pessoas recorrem a receitas caseiras ou simplesmente cobrem a unha alterada com esmalte para esconder sua aparência. Essas medidas, entretanto, não substituem a investigação da causa.

Nem toda alteração na unha é necessariamente provocada por fungos. Por isso, uma avaliação adequada é importante e, quando necessário, exames podem auxiliar na identificação do agente envolvido e na definição da conduta.

O acompanhamento pode envolver profissionais da podologia e da dermatologia, respeitando as atribuições de cada área. Em situações que necessitem de diagnóstico médico ou tratamento medicamentoso, o dermatologista é o profissional indicado.

Para Thaís, a principal mudança proporcionada pela evolução da área está justamente na possibilidade de unir conhecimento, acompanhamento e tecnologia. Em vez de buscar soluções rápidas, o caminho passa por identificar corretamente o problema e estabelecer um tratamento individualizado, com acompanhamento da evolução da unha ao longo do tempo.

A orientação profissional é, portanto, o primeiro passo para cuidar não apenas da aparência, mas principalmente da saúde das unhas e dos pés.


   

  

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