Abril Marrom: no mês de prevenção à cegueira, oftalmologista do HORGS afirma que condição pode ser evitada com cuidados simples
No Brasil, mais de 6,5 milhões de pessoas vivem com deficiência visual, de acordo com o IBGE

Por Assessoria de imprensa
02/04/2026 13h13

O recém iniciado mês de abril reacende um alerta para toda a sociedade da preocupação com o combate à cegueira. A visão, responsável por até 70% de todas as experiências vivenciadas ao longo da vida, é considerado um dos sentidos mais preciosos. E, apesar de devastadora, a perda da visão pode ser evitada, na grande maioria dos casos, por medidas simples, conforme detalha o médico oftalmologista e Diretor Técnico do HORGS - Hospital de Olhos do Rio Grande do Sul, Dr. Roger Syllos. A Instituição é parceira do movimento Abril Marrom, mês dedicado à pauta.

Segundo o Ministério da Saúde, a escolha do mês de abril para a campanha reforça a celebração ao Dia Nacional do Braille, lembrado no dia 08 deste mês. A cor marrom foi escolhida por ser a tonalidade predominante da íris dos brasileiros, representando simbolicamente a visão. Neste contexto, o Dr. Roger Syllos ressalta as consequências do impacto da baixa visual. “Como o sentido mais importante, a baixa visão tem impacto em todas as atividades cotidianas de um indivíduo, restringindo suas capacidades profissionais, sua interação com o mundo e suas realizações. O que mais nos surpreende no dia a dia é a quantidade de pacientes com baixa visão que poderia ter sido evitada ou tratada precocemente”, relata o médico oftalmologista, ao ponderar que os efeitos negativos não impactam somente no paciente portador e familiares, mas também no sistema de saúde e na previdência social, por exemplo.

Cuidados de rotina que podem evitar a cegueira

A prevenção da cegueira passa por cuidados simples no dia a dia, mas que fazem toda a diferença para a saúde ocular ao longo da vida. Entre as recomendações, o Dr. Roger Syllos destaca o uso correto de lentes de contato. “É fundamental respeitar o tempo de uso recomendado e descartar as lentes diante de qualquer desconforto persistente, evitando infecções e complicações. Além disso, pacientes com doenças sistêmicas, como diabetes, hipertensão e cardiopatias, devem redobrar o acompanhamento médico, já que essas condições podem afetar diretamente a visão. Outro alerta importante diz respeito às doenças oftalmológicas silenciosas, como glaucoma e retinopatia diabética, que muitas vezes não apresentam sintomas iniciais e só podem ser identificadas por meio de exames oftalmológicos completos e regulares”, detalha Syllos.

O especialista também reforça a importância de evitar a automedicação, especialmente o uso indiscriminado de colírios, que são medicamentos e podem causar efeitos adversos graves, como catarata e glaucoma, quando utilizados sem orientação médica. “Os olhos são estruturas extremamente delicadas e vulneráveis a agentes externos, como poeira, produtos químicos e traumas. Em situações de risco ou diante de qualquer lesão ocular, a recomendação é buscar atendimento especializado com rapidez. Cuidar da visão é cuidar da qualidade de vida”, destaca o médico, ao enfatizar que a prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores estratégias para preservar a saúde dos olhos.

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