|
|
|
Os sinais precoces do Parkinson, conforme um especialista da Universidade de Harvard |
|
| Tremor em apenas uma das mãos pode ser um sintoma da doença | |
Após notar uma série de pequenas mudanças na forma como se movia e funcionava, o norte-americano Anthony Clinton procurou seu médico. “Tom” tinha 70 anos e se sentia cada vez mais rígido – ao caminhar, por exemplo, um de seus braços não balançava como o outro. E passou a andar cada vez mais devagar. Resignado mas adaptável, o idoso achava que estava indo bem o suficiente. Mas ficou mais preocupado quando desenvolveu um leve tremor em uma das mãos.
O caso é emblemático de como muitas pessoas não percebem estar lidando com sintomas iniciais do Parkinson. Um distúrbio cerebral progressivo que danifica células nervosas produtoras de dopamina, um mensageiro químico que ajuda as células cerebrais a se comunicarem, a doença afeta cerca de 1,1 milhão de americanos.
Mais de 90 mil novos casos são diagnosticados todos os anos, de acordo com a Parkinson’s Foundation. No Brasil, ao menos 200 mil indivíduos convivem com o problema.
Os sintomas tendem a se acumular ao longo dos anos e podem ser facilmente confundidos com o processo normal de envelhecimento. No entanto, reconhecer os indícios precocemente pode aumentar sua capacidade de gerenciar a condição de forma eficaz, afirma David K. Simon, diretor do Centro de Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento do Beth Israel Deaconess Medical Center, afiliado à Universidade de Harvard (Estados Unidos).
Sinais motores precoces
Muito antes de o Parkinson ser diagnosticado, o indivíduo pode apresentar pequenas mudanças no movimento. Estas estão entre as mais comuns:
– Tremor em uma das mãos.
– Movimento mais lento.
– Leves mudanças no equilíbrio e na marcha.
– Rigidez muscular.
Outros indícios
Embora o Parkinson seja classificado como um distúrbio do movimento, vários de seus sinais iniciais não têm nada a ver com a fluidez dos movimentos. Eles são chamados de sintomas não motores e incluem:
– Perda do olfato.
– Alterações no sono.
– Mudanças de humor.
– Alterações na voz.
– Rosto “sem expressão”.
– Problemas digestivos.
Diagnóstico e tratamento
Embora não exista um único sinal precoce de Parkinson considerado um alerta vermelho, diz Simon, é hora de procurar um médico quando um sintoma persiste ou piora, se junta a outros ou se espalha para os dois lados do corpo. Um conjunto de sintomas de Parkinson costuma ser suficiente para fazer o diagnóstico.
Mas o médico pode solicitar exames de imagem cerebral ou outros testes se os sintomas forem muito sutis ou atípicos.
Pessoas com doença de Parkinson devem iniciar tratamento quando os sintomas se tornam incômodos, limitam a função ou interferem na qualidade de vida. O tratamento geralmente inclui carbidopa/levodopa, medicamento que é convertido em dopamina no cérebro. Outros incluem agonistas da dopamina, que imitam o neurotransmissor, e medicamentos que inibem uma enzima que degrada a dopamina.
Após o diagnóstico
Embora a condição seja incurável, há muito que as pessoas podem fazer para controlar os sintomas e se sentir e funcionar melhor. E isso não se resume a tomar medicamentos.
– Exercitar-se.
– Pratica canto.
– Frequentar fonoaudiólogo.
– Bucar apoio terapêutico.
(com informações do site O Estado de S. Paulo)

