Soja já ocupa 60 por cento da área prevista no RS e apresenta bom desenvolvimento
Tempo firme impulsiona avanço da semeadura demais culturas também seguem em boas condições sanitárias e produtivas no Estado

Por Adriane Bertoglio Rodrigues
01/12/2025 06h29

A semeadura da soja avançou de forma significativa no Rio Grande do Sul, favorecida pelo predomínio de tempo seco e pelas chuvas pontuais, que mantêm a umidade do solo adequada na maior parte das regiões produtoras. Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (27/11), 60% da área estimada para a safra 2025/2026 — que pode alcançar 6.742.236 hectares — já está implantada.

As lavouras encontram-se em germinação e desenvolvimento vegetativo, com emergência uniforme e quadro fitossanitário estável. Há baixa pressão de ferrugem e ausência de registros relevantes de pragas. Em alguns pontos, ventos fortes dificultaram pulverizações e causaram deriva de herbicidas.

Nas regionais de Erechim e Soledade, o plantio já chega a 80% e 85%, respectivamente, com bom desempenho das lavouras. Já em Santa Rosa, há variações no estabelecimento das plantas, e o trabalho foi interrompido por redução da umidade superficial e ventos moderados.

Outras culturas

Milho – Com 85% da área prevista implantada, a cultura apresenta boas condições e potencial produtivo mantido. A Emater/RS-Ascar projeta cultivo de 785.030 hectares e produtividade média de 7.370 kg/ha. Lavouras irrigadas se destacam, enquanto áreas de sequeiro registram preocupação com déficit hídrico.

Milho Silagem – Atinge 70% da área semeada, com predomínio de lavouras em fases iniciais. O desenvolvimento das plantas segue dentro da normalidade.

Arroz – 94% da área estimada pelo Irga (920.081 hectares) já foi semeada. O avanço foi favorecido pelo tempo firme, permitindo a retomada dos trabalhos em áreas antes encharcadas.

Feijão 1ª safra – O plantio alcança 60% da área prevista de 26.096 hectares. As lavouras estão majoritariamente em desenvolvimento vegetativo e boa condição fitossanitária.

Olerícolas, criação animal e demais atividades

As olerícolas mantêm bom desenvolvimento, com necessidade maior de irrigação em algumas regiões. Os campos nativos e pastagens de verão apresentam boa oferta de forragem, favorecendo a bovinocultura de corte e leiteira. Rebanhos de ovinos seguem em boas condições sanitárias, com intensificação da engorda para o fim do ano.

Apicultores têm aproveitado a boa florada para estimular produção de mel, e a piscicultura segue com ciclos produtivos estáveis. Na pesca artesanal, seguem as capturas de tainha, corvina e jundiá, com restrições em áreas do Rio Uruguai devido ao defeso.

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