Com Caiado, Renan e Cury, primeiro debate presidencial é marcado por ausências de Lula e Flávio
Apesar da ausência dos três nomes, as críticas dos candidatos se concentraram no atual presidente

Por Assessoria de imprensa
24/08/2026 08h30

O primeiro debate entre os candidatos à Presidência nas eleições de 2026, realizado no domingo (23) pela Band, teve a participação de três dos seis candidatos convidados: Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) não participaram. Os púlpitos reservados aos três candidatos ficaram vazios.

As ausências, principalmente as de Lula e Flávio, foram criticadas diversas vezes pelos candidatos durante o debate. Renan, Caiado e Cury debateram temas como segurança pública, situação fiscal, educação, violência contra a mulher, relações do Brasil com os Estados Unidos e o fim da escala 6×1.

Primeiro sorteado para responder a uma pergunta dos jornalistas, Renan Santos dirigiu-se aos púlpitos vazios de Lula e de Flávio e afirmou que os apoiadores de ambos “vivem brigando na internet, mas eles próprios são covardes”.

“Eles não têm coragem de vir aqui falar sobre os crimes que cometeram. Não ligam para as vidas dos brasileiros que morrem todos os anos pela criminalidade”, afirmou Renan, que se referiu aos dois adversários como “criminosos”.

Em seguida, Caiado manteve a mesma toada do presidenciável do Missão e lamentou as ausências de Lula e de Flávio, sem referir-se à falta de Zema.

“A sociedade esperava a presença dos dois pré-candidatos. Isso mostra que eles não têm como explicar os escândalos em que estão envolvidos”, disse o candidato do PSD.

Cury, que chegou a ensaiar também faltar ao debate, usou sua primeira resposta para criticar a ausência de Lula.

“Lula deveria estar aqui para responder sobre educação: 95% dos nossos jovens não aprendem matemática quando terminam o ensino médio. Isso pode condená-los a vida toda a não ter gestão financeira e debater ideias adequadamente”, afirmou.

Apesar da ausência dos três nomes, as críticas dos candidatos se concentraram no atual presidente. A decisão do petista de não ir ao encontro e conceder uma entrevista a um outro canal de televisão foi retomada mais de uma vez ao longo do debate . Cury se disse “indignado” com a situação e afirmou se tratar de um “um desrespeito com a democracia”. Ao falar do tema, Renan Santos se referiu ao presidente como “aquele bêbado” e “safado”. O candidato do Missão também fez ofensas a Flávio Bolsonaro, que chamou de “cagão”.

Escândalos de corrupção recentes, que atingem Flávio Bolsonaro e Lula, foram revisitados pelos adversários. Renan Santos, que se referiu aos dois como “criminosos”, afirmou ao final do debate que a eleição era “um jogo de cartas marcadas” montado pelo Banco Master. Caiado, por sua vez, atacou Flávio Bolsonaro por conta da revelação de que a cinebiografia do pai, batizada de Dark Horse, contou com financiamento de Daniel Vorcaro.

“O primeiro candidato tem o Dark Horse, que esse vocês conhecem. E o Lula tem o Dark Lobby. Aí, é a Roberta (Luchsinger). E também o Lulinha, que é o artista”, disse Caiado.

Após as declarações iniciais, os candidatos fizeram perguntas uns aos outros. Renan Santos abriu o bloco com uma pergunta direcionada a Augusto Cury sobre a persistência no voto no adversário petista. O escritor respondeu com um tom crítico à polarização.

“O Brasil está dramaticamente doente, polarizado, radicalizado. Venderam uma ideia mentirosa que estamos em dois barcos. Estamos em um barco só, nem de direita nem de esquerda. O barco se chama família brasileira. E 90% das dores não têm cor partidária”, disse Cury.

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